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Brasil

18/03/2019 às 00h59

Redacao

Teresina / PI

Presidente Jair Bolsonaro chega aos Estados Unidos para fortalecer aliança com Donald Trump.
Além de um encontro com Donald Trump na terça-feira, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro vai aproveitar sua estada em Washington para se reunir com o secretário-geral da Organização de Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, e participará de vários fór
 Presidente Jair Bolsonaro chega aos Estados Unidos para fortalecer aliança com Donald Trump.

O presidente Jair Bolsonaro chegou neste domingo (17) aos Estados Unidos, onde vai se reunir na terça com o colega americano, Donald Trump, para selar uma incipiente aliança conservadora, fortalecer laços econômicos e militares e intensificar a pressão sobre a Venezuela.


A aeronave trazendo Bolsonaro pousou na base Andrews, da Força Aérea americana, nos arredores de Washington, às 15H40 locais (16H40 de Brasília).


Esta é a primeira visita oficial de Bolsonaro ao exterior desde que assumiu o poder, em 1º de janeiro.


"Pela primeira vez em muito tempo, um Presidente brasileiro que não é anti-americano chega a Washington. É o começo de uma parceria pela liberdade e prosperidade, como os brasileiros sempre desejaram", escreveu Bolsonaro no Twitter.


O presidente decolou da base aérea de Brasília por volta das 8h00 com seis ministros, incluindo o chanceler Ernesto Araújo; o ministro da Economia, Paulo Guedes; e o da Justiça e Segurança, Sérgio Moro.


Seu filho e deputado federal Eduardo Bolsonaro - muito ativo nas articulações com representantes da onda neoconservadora mundial - já está nos Estados Unidos.


O presidente brasileiro estará na capital americana até a terça-feira e ficará na Blair House, residência oficial para hóspedes situada em frente à Casa Branca.


Bolsonaro anunciou esta semana que o destaque da visita será a assinatura de um acordo que permitirá o lançamento de satélites americanos a partir da base de Alcântara, no Maranhão (nordeste).


Além de manter uma reunião privada com Trump na terça-feira no Salão Oval da Casa Branca, Bolsonaro aproveitará sua estada em Washington para se reunir com o secretário-geral da Organização de Estados Americanos, Luis Almagro, e participará de vários fóruns sobre as oportunidades que a economia brasileira oferece.


Na noite de domingo, o presidente vai jantar na residência do embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, com "vários formadores de opinião".


Segundo fontes diplomáticas, estarão presentes ao evento o escritor brasileiro radicado nos Estados Unidos Olavo de Carvalho, considerado o guru de Bolsonaro, e Steve Bannon, o polêmico ex-assessor do presidente americano.


Na tarde de domingo, cerca de 50 pessoas se reuniram em frente à Casa Branca para protestar com cartazes que diziam "Bolsonaro assassino" e "Libertem Lula".


- Venezuela na agenda -


Um dos eixos da agenda bilateral é a crise na Venezuela. A oposição ferrenha ao que os dois governos consideram uma "ditadura" no país caribenho é um dos temas que mais une os presidentes.


Os Estados Unidos estão à frente dos mais de 50 países - entre eles o Brasil - a reconhecer o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino, e aplicou sanções econômicas e um embargo ao petróleo venezuelano, crucial para a sua economia, que começará a vigorar em 28 de abril.


"Brasil e Estados Unidos juntos assustam os defensores do atraso e da tirania ao redor do mundo. Os quem tem medo de parcerias com um país livre e próspero? É o que viemos buscar!


Na quinta-feira, Bolsonaro anunciou que durante sua visita será assinado o acordo de salvaguardas tecnológicas que permitirá o uso da base de Alcântara, no Maranhão, para o lançamento de foguetes americanos.


A base de Alcântara de uma localização ideal aos lançamentos espaciais por sua proximidade com a linha do equador, o que permite economizar 30% em combustível ou transportar mais carga.


Espera-se também que ambos os líderes discutam medidas para aumentar o comércio bilateral e a entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).


Após sua viagem aos Estados Unidos, Bolsonaro visitará o Chile e viajará a Israel no final do mês, em um sinal claro de sua tentativa de se aproximar de governos que ele considera comprometidos com suas opções ideológicas conservadoras e economicamente liberais.

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