Quarta, 02 de Dezembro de 2020 06:15
Saúde Boa Vista do Tupim

Orientações para consultórios odontológicos e pacientes com relação a prevenção do Covid 19

Covid-19

17/10/2020 21h02
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Por: Redacao Fonte: Assessoria
Covid
Covid

À luz do conhecimento atual, considera-se que o novo coronavírus (SARS-CoV-2), à semelhança do observado em relação a outros patógenos respiratórios, pode ser transmitido tanto pelo contato direto – principalmente por meio de gotículas respiratórias- quanto pelo contato indireto – por meio das mãos, objetos ou superfícies contaminadas.
O período de incubação é de 2 a 14 dias e o período de transmissibilidade é, em média, 6 dias após o início dos sintomas, porém é sabido que pacientes assintomáticos também atuam como transmissores do vírus.
Ainda que alguns estudos apontem para a viabilidade prolongada em vários dias do novo coronavírus em superfícies como metal, vidro e plástico, foi observado que procedimentos de desinfecção com produtos alcoólicos a 62% – 71%, peróxido de hidrogênio a 0,5% ou hipoclorito de sódio a 0,1% são efetivos na rápida inativação do vírus.
Devido ao grande potencial de transmissão, capacidade de disseminação do novo coronavírus e por não existirem ações específicas de prevenção e de tratamento, a implementação de rigorosas medidas de higiene e desinfecção, bem como proteção ocupacional adequada, são estratégias imprescindíveis para a diminuição da transmissão comunitária e em serviços de saúde, reduzindo o elevado número de casos em curto período de tempo e também a sobrecarga sobre
serviços de saúde.

Os profissionais de saúde bucal no exercício de suas atividades devem realizar todos procedimentos que garantam segurança para prevenir sua contaminação e a de seus pacientes. A recomendação é evitar procedimentos eletivos e não emergenciais que gerem aerossóis. Em casos que não for possível adiar o tratamento, proceder de acordo com as orientações abaixo.

• Questionar pacientes sobre sintomas respiratórios antes de agendar a consulta, no dia anterior à consulta e na chegada ao consultório. Caso apresente algum sintoma, postergar a data ou remarcar a consulta.
• Agendar um paciente por vez e solicitar que venha desacompanhado, se possível.
• Aplicar os princípios da etiqueta respiratória: cobrir boca e nariz ao tossir e espirrar com de lenço de papel e descartar após uso ou utilizando a parte interna do cotovelo.
• Prover lenços descartáveis para higiene nasal na sala de espera e lixeira com acionamento por pedal para o descarte de lenços.
• Os pacientes e acompanhantes devem manter o uso da máscara de proteção facial (profissional ou de tecido) durante toda a permanência no serviço de saúde. Os pacientes deverão retirar apenas no momento do  procedimento odontológico.
• Higienizar as mãos antes e após contato com mucosas ocular, nasal e boca. Lave as mãos friccionando-as por
pelo menos 20 segundos com água e sabão. seque as mãos com papel toalha. Ou use álcool gel a 70% por 20 segundos.
• Evitar compartilhamento de objetos comuns como telefones, copos, canetas, teclados, mouses. se necessário compartilhar, realizar higiene das mãos antes e após contato.
• Intensificar as rotinas de limpeza ambiental, principalmente, em áreas de alto toque, com a desinfecção das superfícies com pano descartável e produto alcoólico a 70% ou solução de hipoclorito a 0,1%.
• Prover dispensadores com preparações alcoólicas (sob as formas gel ou solução) para a higiene das mãos nas salas de espera e estimular a higiene das mãos após contato com secreções respiratórias.
• Prover condições para higiene das mãos: lavatório/pia com dispensador de sabonete líquido, suporte para papel toalha, papel toalha, lixeira com tampa e abertura sem contato manual.
• Manter os ambientes ventilados (portas e janelas abertas).
• Remover materiais de leitura, brinquedos, canetas e outros objetos que possam ser tocados pelos pacientes
e que não são facilmente desinfetados.

• Intensificar as rotinas de limpeza do ambiente, principalmente, em áreas de alto toque, com a desinfecção das superfícies com pano descartável e produto alcoólico a 70% ou solução de hipoclorito a 0,1%. Realizar a desinfecção de móveis (poltrona, cadeira, maca, mesa) e artigos (estetoscópio, termômetro, oxímetro, etc) utilizados durante o atendimento de todos os pacientes.
• Agendar consultas com vistas a minimizar o contato com outros pacientes na sala de espera.
• Usar peróxido de hidrogênio de 1% a 1,5% (9ml da solução por 30 segundos), como enxaguatório bucal pré procedimento. Realizar esse procedimento após redução consistente da saliva residual por aspiração contínua. A indicação do uso de agentes de oxidação é exclusivamente para pré-procedimento e em tempos de COVID-19. A clorexidina parece ser não eficaz contra o SARS-CoV-2.
• Caso o procedimento possibilite, utilizar isolamento absoluto com lençol de borracha para diminuir a contaminação por aerossóis.
• Após cada consulta, limpar e desinfetar imediatamente todas as superfícies e ambiente de trabalho.
• Quando realizada a limpeza concorrente, não é necessário tempo de espera para reutilizar a sala após o procedimento, porém, se possível, sugere-se que o ambiente seja arejado, ao término de cada atendimento,
durante o tempo de limpeza do mesmo.
• Realizar a limpeza, desinfecção e esterilização de todo material e instrumental odontológico usado seguindo rigorosamente as recomendações técnicas vigentes.
• Redobrar os cuidados no tratamento dos materiais principalmente as canetas de alta e baixa rotação/contra ângulo para evitar infecção cruzada, devendo preferencialmente serem autoclavadas. Peças que não possuem válvulas anti-refluxo não devem ser utilizadas.
• Redobrar a precaução no manuseio de modelos e moldes, assegurando a sua efetiva desinfecção.
• Intensificar as rotinas de limpeza concorrente em cuspideiras e sanitários, contemplando desinfecção de pias e vasos sanitários com hipoclorito a 1% (mantendo por 10 minutos o contato do agente desinfetante com a superfície auto grau de risco de contaminação).
• Realizar o descarte de resíduos provenientes da assistência a pacientes seguindo as normas de segurança (manejo, acondicionamento e descarte). Enquadrar todos os resíduos provenientes da assistência odontológica na categoria A1, conforme RDC ANVISA Nº 222/2018.Recomenda-se que a adoção de precauções para contato e para aerossóis, somadas às precauções padrão, para todos os atendimentos odontológicos.
• O uso de EPI deve ser completo para todos os profissionais de saúde bucal no ambiente clínico:
→Gorro descartável
→Óculos de proteção com protetores laterais sólidos
→Protetor facial (face shield)
→Máscara N95/ PFF2 ou equivalente* (não utilizar máscara cirúrgica sobre a N95 ou PFF2, usar o faceshield)
→Capote ou avental de mangas longas e impermeável (estrutura impermeável e gramatura mínima de 50g/m2**), e
→Luvas
*A máscara N95/PFF2 ou equivalente com válvula expiratória não deve ser utilizada na odontologia, pois permite a saída do ar expirado pelo profissional que, caso esteja infectado poderá contaminar pacientes e o  mbiente. Cabe ao dentista/gestor do serviço de saúde a decisão para estender o tempo de uso da máscara  95/PFF2 ou equivalente, baseando-se nas recomendações do fabricante do produto e desde que as máscaras não estejam sujas, molhadas ou não íntegras.
**Em situações de escassez de aventais impermeáveis com gramatura igual ou superior a 50g/m2, admite-se a  utilização de avental de menor gramatura (no mínimo 30g/m2), desde que o fabricante assegure que esse produto seja impermeável.
• Durante a circulação em áreas adjacentes ao ambiente clínico, os profissionais de saúde bucal devem estar com máscara cirúrgica e manter o distanciamento adequado.
• Os profissionais de saúde bucal devem aderir à sequencia padrão de paramentação e desparamentação dos EPI.
• Considerando que, uma das principais vias de contaminação do profissional de saúde é no momento de desparamentação, é fundamental que todos os passos de higiene de mãos entre a retirada de cada EPI sejam rigorosamente seguidos.

Recomenda-se que o profissional de saúde bucal use máscara cirúrgica o tempo todo nas áreas subjacentes ao ambiente clínico, enquanto estiver no serviço de saúde, sendo obrigatório seu uso na aproximação com pacientes a menos de 1 metro.
Nas instituições com escassez de máscaras cirúrgicas, seu uso deve ser priorizado para os profissionais que tem contato direto (a menos de 1 metro) com pacientes. Para os demais profissionais, pode ser recomendado o uso de máscara de tecido como controle de fonte.
Os profissionais de saúde cujas funções no trabalho não exigem o uso de EPI ou que atuem em áreas sem contato a menos de 1 metro com pacientes devem usar máscara de tecido enquanto estiverem na instituição.
Os pacientes e acompanhantes devem fazer uso de máscara não profissional durante a permanência no serviço de saúde

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